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GIMP FX-Foundry

Um dos pontos fortes do GIMP (em relação à concorrentes como o Photoshop) é a possibilidade de adicionar scripts ao programa, feitos por você ou por terceiros, para acrescentar novas funcionalidades. O GIMP FX-Foundry é um pacote de poderosos scripts para o GIMP.

Instalação

Primeiro, baixe o pacote de scripts. Agora, você deve descompactar tudo na pasta de scripts do seu GIMP (/home/USER/.gimp-2.6/scripts), que é oculta. Para visualizá-la, marque a opção “Ver arquivos ocultos” no menu “Ver” do seu gerenciador de arquivos. Após descompactar tudo, deve aparecer o menu “FX-Foundry” no seu GIMP. Caso não apareça, vá em “Filtros > Script-Fu > Recarregar Scripts”. Com isso, tudo já estará OK.

Aí vai o logo do trx64.blogspot.com, antes do filtro Landscape:

Trexblog

E depois:

TrexblogEdit

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Tutorial: K3B – Parte 2

Hoje vamos criar um CD de áudio, que possa ser executado em qualquer aparelho de som ou CD player comum. Vale lembrar que um CD de áudio suporta apenas cerca de 80 minutos de músicas. O K3B é capaz de converter automaticamente diversos formatos de áudio para o formato dos CDs comuns. Para esse processo, certifique-se que possui o pacote “libk3b3-extracodecs”. Esse pacote pode ser obtido no Synaptic ou no gerenciador de pacotes de sua distro.

Criando o CD de áudio

Na tela inicial do K3B, clique em “Novo Projeto de CD de áudio”. Assim como no tutorial anterior, irá aparecer na parte inferior da tela o CD a ser criado. Você pode arrastar qualquer pasta (na parte de cima da tela) para lá. Repare que os arquivos de áudio serão filtrados e o resto será descartado. Os arquivos são convertidos para WAV e é possível acompanhar na parte de baixo da tela se o CD já encheu. O botão “Consultar CDDB” permite verificar o nome da música em uma banco de dados. Clicando com o botão direito na faixa é possível adicionar pausas entre faixas, renomear, entre outras coisas.Captura_de_tela-K3b - O Kriador de CD e DVD

Agora basta clicar em queimar e pronto! Lembre-se do tutorial anterior: a qualidade aumenta quando a velocidade de gravação é menor. Como você vai rodar esse disco em um CD player comum, selecione a menor velocidade possível.

Tutorial: K3B – Parte 1

Creio que todos conhecem o K3B, simplesmente o melhor software disponível para gravação de CDs e DVDs. Vou falar um pouco sobre o uso desse programa. Hoje vamos criar um CD de dados e depois gravar uma imagem ISO.

Essa é a tela inicial do K3B.

Captura_de_tela-K3b - O Kriador de CD e DVD (cópia)

Clique em “Novo Projeto de CD de Dados”. Como você pode ver, é possível navegar entre as pastas na janela do K3B. Quando quiser adicionar uma pasta ou arquivo ao projeto, basta arrastar para a parte inferior da janela. Quando você terminar, clique em “Queimar”.

Captura_de_tela-K3b - O Kriador de CD e DVD

O próximo diálogo permite configurar a gravação,  selecionando a velocidade (a qualidade da gravação é melhor em baixas velocidades) e a mídia (pode ser um CD ou você pode criar uma ISO). Use a aba imagem para definir o local onde salvar a ISO, caso opte por ela. Clique em “Queimar”.

Captura_de_tela-Projeto de Dados - K3b

Tudo pronto agora!

captura_de_tela-100-criando-arquivo-de-imagem-de-dados-k3b

Vamos gravar a ISO agora. Na tela inicial, clique em “Queimar Imagem de CD”. O seguinte diálogo irá aparecer:

Captura_de_tela-Queimar Imagem de CD - K3b

É possível selecionar o tipo de imagem, mas normalmente o modo de detecção automático é a melhor escolha (lembrando que no caso de imagens CUE/BIN, é o arquivo CUE que deve ser selecionado). O modo de gravação também pode ficar em automático, exceto para algumas mídias, como games, que exigem o modo DAO. Ao selecionar o arquivo de imagem, diversas informações aparecerão, sendo que a mais importante é o MD5 da ISO, que pode ser comparado com o fornecido pelo criador da imagem, para verificar se não há dados corrompidos. Clique em iniciar e o processo irá ocorrer como no primeiro tutorial.

Espero que tenham gostado, em breve volto com mais tutoriais do K3B.

Tutorial: rede wireless (parte 1) – Segurança

Vamos lá:

Primeiro, você deve instalar o roteador 🙂 . Para isso, basta ligar o modem da banda larga na porta WAN do roteador e ligar o cabo de rede em uma das portas LAN do roteador no seu PC (não use cabo crossover, para isso deve ser o cabo de rede normal mesmo). Verifique no manual do seu roteador qual é o endereço para configuração web. Com esse IP em mãos, apenas digite-o no navegador. O roteador irá pedir uma senha e nome de usuário, que também estarão no manual. Normalmente, haverá algum tipo de utilitário de configuração rápida. Com ele você colocará tudo para funcionar facilmente.

Essas configurações padrão não são seguras. Vamos às dicas:

– Não deixe sua rede visível. Desative o SSID broadcast, que anuncia sua rede ao mundo. Com a rede invisível, como vamos conectar a ela? No caso do Ubuntu, Kubuntu, Fedora ou qualquer distro com o Network Manager, basta clicar no ícone na systray e selecionar “Conectar a rede sem fio oculta”. Você deverá informar a senha e o nome da rede (essa é a jogada, para acessar será preciso saber o nome da rede). O NM irá lembrar dessas configurações e fazer sozinho da próxima vez.

– Selecione uma criptografia. Se a conexão não estiver criptografada, qualquer um com um sniffer (programa que intercepta pacotes em uma rede) irá conseguir ver o que você está fazendo e obter dados seus. E poderá usar a sua Internet também. Vamos às opções:

– WEP e WEP2: São os protocolos antigos. Desatualizados e fáceis de quebrar. Não use.

– WPA e WPA2: São protocolos atuais, seguros. Necessitam de um nome de usuário e senha para acesso.

– WPA-PSK e WPA-PSK2: São as versões para usuários domésticos dos anteriores. Exigem apenas uma senha e são mais fáceis de usar. São bem seguros.

– Obs.: Ao selecionar a criptografia da conexão, prefira o AES, que é extremamente seguro.

– Senha. Selecione uma senha bem longa, com 30 ou 40 caracteres, incluindo letras, símbolos e números. Senhas curtas são inúteis. Não se preocupe, pois o Network Manager irá decorar a senha e só pedirá ela na primeira conexão. Como a senha é longa, escreva em um papel e guarde em um lugar seguro.

– Filtre pelo MAC. Cada placa de rede possui um endereço único que a identifica. Você pode obtê-lo em “Sistema > Administração > Ferramentas de Rede” no Ubuntu. Na aba “Dispositivos”, selecione o seu dispositivo e veja o MAC.

Captura_de_tela-Dispositivos - Ferramentas de Rede

Na configuração do roteador, adicione os endereços MAC de todas as placas de rede e placas wireless que irão usar a Web. Negue o acesso às outras placas.

– Limite o número de pessoas conectadas. Você tem duas opções:

– Desative o DHCP (atribuição automática de endereços IP): Com isso, você irá configurar IPs fixos para todos. Quem quiser acessar, deverá configurar sua conexão com IP fixo.

– Limite os IPs e reserve os endereços: Essa  é a solução que eu gosto mais. Vá nas opções de DHCP do roteador (deixe o DHCP ligado) e procure a opção de faixas de IP. Por exemplo, se você tem 4 computadores, limite a faixa a 192.168.1.(100 até 103), o que vai limitar o roteador a 4 IPs. Depois, procure a opção de reserva de IP e reserve esses 4 endereços para os MACs das placas de rede dos 4 PCs. Você não precisará configurar IP fixo para todo mundo e ainda vai conseguir limitar o acesso (só existem 4 IPs, todos reservados).

– Firewall e opções de segurança. Os roteadores contam com diversas opções, como proteção contra DoS, que devem ser ativadas. Ative o firewall também. Você pode testar a sua segurança no site ShieldsUp!

Shipit: meu CD chegou!

Eu tinha pedido um CD do Ubuntu 9.04 pelo shipit. Após cerca de um mês, ele chegou. O acabamento é bem legal, e vem com 4 adesivos. É possível pedir o Ubuntu, Ubuntu Server, Kubuntu e outras variantes.

KDE 4.2 – Usabilidade

Voltando ao tema KDE 4.2, vou falar sobre minhas impressões gerais sobre a usabilidade do ambiente gráfico. A versão 4.0 era simplesmente impossível de utilizar, com bugs constantes. A versão 4.1, embora utilizável, não fornecia uma experiência agradável. Creio que, apesar de alguns bugs menores, o novo KDE já é perfeitamente usável e fornece uma experiência excelente, devido ao extremo bom-gosto visual da equipe do KDE. O sistema agrada muito nessa área. Os efeitos 3D continuam pesados. Eu uso o Compiz no Gnome e rodo Nexuiz sem problemas. Ao abrir o KDE 4 (tudo na mesma máquina), o jogo apresenta lags, de modo que tenho que desligar os efeitos visuais para que rode como no Gnome. Acredito que com o tempo, o Kwin passe a ter um código otimizado como o do Compiz, evitando que ele afete o desempenho gráfico do PC. O Dolphin fica cada vez mais agradável de usar, com tags e pontuações. A suíte de aplicativos do KDE parece mais completa com novas versões de Kmail (que ainda parece inferior ao Evolution), Kopete, Amarok e outros. O plasma e as widgets estão bem mais práticos de usar, oferecendo acesso rápido a diversas funcionalidades.

Os conceitos de desktop semântico estão bem implementados. Seus arquivos não são mais simplesmente separados em pastas, podendo receber tags para agrupá-los e inclusive notas (de uma a cinco estrelas). Isso tudo é integrado ao buscador Strigi, caso você ative a indexação e ao Nepomuk, que é um sistema de organização de conteúdo baseado na tags e notas citadas e em metadados dos arquivos (como o título e o cantor de uma música em MP3). O futuro está chegando.

Okular

Continuando com a série de análises sobre KDE4.2, o tema agora será o Okular, o visualizador de documentos padrão do novo KDE. Esse programa é uma grande evolução em relação ao antigo KPDF. Os novos recursos são realmente impressionantes. Quando você vai passando as páginas dos documentos apenas clicando com o mouse e arrastando, você acaba limitado pelo fim da tela do PC. O Okular simplesmente transporta o cursor do mouse para a parte oposta da tela, para você poder continuar passando as páginas! A princípio isso foi o que mais chamou atenção. Mas existem recursos mais úteis, como a possibilidade de incluir anotações, carimbos e anexos em PDFs. Também é possível marcar e sublinhar texto, bem como riscar. O Okular faz parte da suíte KDE padrão, mas também pode ser usado no Gnome.