Posts Tagged 'kde4.2'

Okular

Continuando com a série de análises sobre KDE4.2, o tema agora será o Okular, o visualizador de documentos padrão do novo KDE. Esse programa é uma grande evolução em relação ao antigo KPDF. Os novos recursos são realmente impressionantes. Quando você vai passando as páginas dos documentos apenas clicando com o mouse e arrastando, você acaba limitado pelo fim da tela do PC. O Okular simplesmente transporta o cursor do mouse para a parte oposta da tela, para você poder continuar passando as páginas! A princípio isso foi o que mais chamou atenção. Mas existem recursos mais úteis, como a possibilidade de incluir anotações, carimbos e anexos em PDFs. Também é possível marcar e sublinhar texto, bem como riscar. O Okular faz parte da suíte KDE padrão, mas também pode ser usado no Gnome.

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Amarok 2

Com o novo Ubuntu, veio o KDE4.2 e meu antigo Amarok 1.4 foi substituído pelo novo Amarok 2. É necessário ressaltar que essa é apenas a primeira versão nova do Amarok 2 e ainda há um bom caminho a percorrer. Na nova interface, o menu de contexto foi destacado da barra lateral, permanecendo visível o tempo todo, entre a barra lateral e a playlist. Um ponto negativo é o fato de que o menu não pode mais ser personalizado com temas. Apesar de bonito, poder alterá-lo seria mais divertido. Os pontos positivos? Primeiramente, o script de letras, que era bugado, agora funciona com uma velocidade impressionante. O script da Wikipédia (que não funcionava), também funciona bem. Todos os itens do menu de contexto são tratados como applets, podendo ser movidos livremente entre as 4 abas do painel (essa parte ficou bem legal). A melhor novidade nessa área é que, ao arrastar faixas da coleção para o menu de contexto, surgem opções como: adicionar à playlist, colocar na fila, editar tags, organizar os arquivos e tocar artistas parecidos na Last.FM. A integração com serviços online agora possui mais opções, como Jamendo e outras. Cada opção possui um menu personalizado. A playlist passou a exibir as capas dos discos acima das faixas. Caso várias faixas consecutivas sejam do mesmo disco, a capa só é exibida uma vez, o que ajuda muito a identificar CDs na playlist. As playlists dinâmicas mudaram: você agora define um valor (seja ano, pontuação ou nota) e o Amarok toca as faixas que se encaixarem nesse perfil.

Como nem tudo é perfeito, vamos ao problemas: o novo player ainda é um pouco bugado, travando de vez em quando. Os equalizadores foram removidos, apesar da nova equalização padrão ser muito boa. A exibição de artistas parecidos no menu de contexto sumiu também, bem como os botões para alterar os modos de reprodução na parte inferior da tela. Muitas funções foram removidas.

O novo Amarok, apesar dos problemas, parece promissor. Assim como o KDE4, que começou rejeitado e bugado, e foi melhorando com as críticas e vem se tornando um ambiente inovador e agradável visualmente (o 4.2 está muito bom), cabe aos usuários criticar (de forma construtiva) o novo player, para levar as versões 2.1, 2.2 em diante até um novo patamar de qualidade. Estamos vendo uma revolução no melhor player de música que existe.

Kubuntu Jaunty e o KDE 4.2

Com meu novo Ubuntu Jaunty instalado (pelo upgrade automático), resolvi conferir os aplicativos e as novidades do sistema (análise aqui). Eu tenho o KDE 4 instalado junto com o GNOME. Instalei ele quando usava o Hardy. Era a versão 4.0 que, devo não dava para usar. Clicar em qualquer coisa resultava em 10 bugs e no plasma morrendo. No Intrepid, a versão 4.1 se comportou bem melhor, mas com muitos bugs ainda.

Agora, vamos ao que interessa: Jaunty e o KDE 4.2. A nova versão é bem mais estável, funcionando sem encrencas. O sistema está mais bonito. Aquele visual copiado do Vista foi substituído por um visual muito mais clean. Não tenho dúvidas que as distros com o KDE4.2 são os sistema operacionais mais bonitos do mundo (sim, mais que o Vista e o Mac OS X). O menu K está mais intuitivo e conta com a pesquisa integrada, que facilita muito a navegação entre os menus. O sistema ficou bem mais leve também, com um plasma mais eficiente. Os efeitos visuais estão melhores, incluindo até mesmo o cubo (antes exclusivo do Compiz). Ressalvas? sim. Os efeitos no KDE4 pesam mais que o Compiz. No meu GNOME com Compiz, o Nexuiz roda perfeitamente. No meu KDE, com as mesmas configurações visuais, o jogo apresenta lags. Creio que desabilitar os efeitos resolva o problema. Minha impressão final é positiva e creio que a equipe do KDE esteja próxima de superar o saudoso KDE3.5.