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Google quer comprar a Canonical?

Corre o boato que o Google estaria interessado na aquisição da Canonical, a mantenedora da distribuição Ubuntu. O valor da negociação seria cerca de US$ 200 milhões. Recentemente, a Canonical anunciou que o Google Chrome OS estava sendo feito em parceria com o Google e utilizava código do Ubuntu. Se você ler as instruções de compilação do Chrome OS, verá que diversos passos, como a inclusão do arquivo sources.list do apt-get (nesse passo, a página até informa que é possível usar os repositórios do Ubuntu em substituição aos do Google), mostram claramente se tratar de um Ubuntu modificado.

Honestamente, não acredito que o Google irá fazer um sistema operacional que dependa totalmente de outra empresa, então a compra é bem lógica. A Canonical ainda é pequena, mas tem possibilidades grandes de expansão com os contratos de suporte empresarial para servidores (onde a distro sul-africana vem crescendo e mostrando muita competência) e nos contratos OEM com a Dell e outros distribuidores. Se esperar muito, a Canonical pode ficcar cada vez mais cara, basta lembrar do caso da Red Hat, que sofreu um crescimento impressionante. Então a hora é agora.

Uma questão levantada é a continuidade do Ubuntu. Eu não vejo nenhuma ameaça à distro. Primeiro, porque o fim da distribuição com certeza iria enfurecer sua comunidade, o que iria reduzir substancialmente a contribuição de programadores voluntários, o que não é negócio para o Google. Segundo, o Ubuntu não compete com o Chrome OS. A idéia do SO do Google é mudar o paradigma da computação, acabando com o desktop e movendo os dados para a nuvem. Com essa alteração, todos os SOs anteriores perdem o sentido. A Microsoft derrubou a IBM ao mover o paradigma do hardware para o software, do mainframe para o PC e com isso quase destrui por completo a Big Blue. O Google que alterar o mercado para, com isso, derrubar a base da MS (Window + Office). Irá conseguir? Só o tempo dirá, mas eu apostaria minhas fichas na nuvem…

google quer comprar a canonical?

Baixando vídeos do Youtube

Existe uma maneira muito fácil de baixar os vídeos do Youtube. Quando você navega pelo site de vídeos do Google e assiste aos vídeos, eles são baixados para uma localização temporária no seu PC.

As distros Linux guardam esses arquivo na pasta /tmp. Acessando essa pasta, você verá o arquivo do vídeo. Obviamente, é preciso esperar o vídeo carregar completamente para poder copiar. Não feche o navegador ou a aba contendo o vídeo, senão ele pode ser removido do diretório temporário.

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Agora, basta mover o vídeo para a pasta que você quiser e renomeá-lo (com a extensão flv, usada para os vídeos de sites da web).

Fácil e sem programas adicionais. Com esse método, não terá problemas ao baixar seus vídeos favoritos do Youtube.

Google lança sistema operacional

O velho rumor se tornou verdade com o anúncio do Google Chrome OS, um sistema operacional composto de uma distribuição Linux minimalista, do Google Chrome e do Google Gears (post abaixo). A idéia é criar um sistema opensource baseado em aplicações web, usando o Google Gears para permitir que sejam acessadas offline (a necessidade de conexão sempre foi o ponto fraco das aplicações web).

O novo sistema do Google pode ameaçar a concorrência seriamente. Baseado na cloud computing, ele deixa toda a carga de processamento nos servidores da aplicação, o que permite que o sistema do pinguim modificado use pouco processador. Com isso, poderão surgir netbooks com hardware muito mais básico do que hoje, com preços realmente reduzidos (cá entre nós, os mininotes são “mini” em tudo, menos no preço). O processador simples também traria grandes tempos de duração da bateria. Tempos de boot também seriam mínimos, o que pode trazer encrencas para o inchado Windows 7.  Outra vantagem é que a sincronização das aplicações web offline com a nuvem ocorre de modo totalmente automático e fácil. Tente usar o Gears e veja se não funciona bem. Assim como o Android, o Google anunciou um gerenciador de janelas feito do zero, possivelmente visando um desempenho superior.

O grande problema dos SOs atuais é que eles são difíceis de usar. Windows, Mac e Linux não são intuitivos para os leigos. Um SO do Google pode resolver isso? Eu pessoalmente acredito que, com a marca do Google, tudo fica mais fácil. Seria essa a chave para o Linux no desktop? A verdade é que o Windows foi feito em uma época que não existia web, para ser monousuário. O Linux sempre foi pensado para a rede, para múltiplos usuários. Um efeito disso é que o Windows se mostra muito inseguro na web, sujeito a vírus e outras pragas. O fato do Google Chrome OS rodar na nuvem traz uma vantagem, que é não precisar mais de backups, ou você acha que sabe fazer backup melhor que o Google? É esperar para ver.

Google Gears

O Google Gears é uma nova API para aplicativos online criada pelo Google. Ela permite que aplicações web compatíveis sejam usadas offline, incluindo o Gmail e o Google Docs. Vou mostrar um tutorial para utilizar o Gmail e o Docs em modo offline.

– Instale o Gears, que é compatível com Firefox, IE, Safari, Chrome (claro…) e em breve com o Opera Mobile. Ele funciona como um complemento normal do Firefox, então é bem fácil de instalar. Reinicie o navegador.

– Vamos começar pelo Gmail. Acesse seu Gmail normalmente. Agora você deve clicar no botão “Offline”, na parte superior direita da tela. Ele irá perguntar se você deseja que seja criado um atalho na sua área de trabalho. Confirme e aguarde ele baixar as mensagens para leitura offline (ele baixa as mais novas primeiro, então você não precisa esperar ele baixar o seu Gmail inteiro). Pode fazer o mesmo com o Docs, o processo é o mesmo e funciona em diversos sites.

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Para usar os aplicativos, basta tentar acessá-los ou clicar no ícones que foram criados. Se você estiver offline, será possível usá-los normalmente. Quando você acessar os serviços e estiver conectado à web, todas as modificações serão sincronizadas. A integração é perfeita e permite que você use tudo sem nem se preocupar com a conexão.

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Google Earth 5.0

A nova versão do Google Earth traz grandes novidades, incluindo a possibilidade de navegar dentro dos oceanos. Para usuários Linux, a diferença será ainda mais gritante, pois o Google, que usava a versão Windows emulada via Wine no Linux, criou uma versão nativa dessa vez, utilizando a biblioteca QT. Com isso o programa ficou bem mais agradável visualmente, apesar da nova interface ainda ter alguns pequenos bugs na renderização de algumas fontes no menu. São problemas discretos, que não interferem em nada. A nova versão está muito melhor de usar no Linux.

Como instalar o Google Earth no Linux (Ubuntu):

Baixe o software aqui.

– Após fazer o download, clique com o botão direito e, na aba permissões, dê permissão de execução.

– Renomeie o arquivo, removendo a extensão “.bin”.

– Dê dois clique e selecione “Executar”, no menu que irá aparecer.

– Siga os passos e tudo pronto!