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Amarok 2 – Playlists

Continuando com o assunto Amarok 2, vou falar sobre o novo sistema de playlists, que está bem melhor. No novo sistema você define critérios para selecionar músicas. Por exemplo, você informa que quer todas as músicas dos Scorpions lançadas entre 1980 e 1990, com nota maior que 8. Ele irá carregar músicas que atendam esses critérios na playlist, removendo as faixas já tocadas e adicionando novas. Ao inserir um novo critério, estão disponíveis dois algoritmos: Proportional Bias (uma certa porcentagem informada da lista atenderá ao critério) e Fuzzy Bias (a lista atenderá aproximadamente ao critério). Voltando ao exemplo: 50% da lista deverá ser dos Scorpions e 100% deverá estar entre 1980 e 1990. Com isso, metade da lista atenderá os dois critérios (Scorpions + década de 80) enquanto a outra metade será da década de 80, mas de qualquer outro artista. O segundo algoritmo seguirá um nível de aproximação informado para o critério.

O novo sistema de playlists é bem mais interessante e permite criar playlists inteligentes com critérios refinados.

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Amarok 2

Com o novo Ubuntu, veio o KDE4.2 e meu antigo Amarok 1.4 foi substituído pelo novo Amarok 2. É necessário ressaltar que essa é apenas a primeira versão nova do Amarok 2 e ainda há um bom caminho a percorrer. Na nova interface, o menu de contexto foi destacado da barra lateral, permanecendo visível o tempo todo, entre a barra lateral e a playlist. Um ponto negativo é o fato de que o menu não pode mais ser personalizado com temas. Apesar de bonito, poder alterá-lo seria mais divertido. Os pontos positivos? Primeiramente, o script de letras, que era bugado, agora funciona com uma velocidade impressionante. O script da Wikipédia (que não funcionava), também funciona bem. Todos os itens do menu de contexto são tratados como applets, podendo ser movidos livremente entre as 4 abas do painel (essa parte ficou bem legal). A melhor novidade nessa área é que, ao arrastar faixas da coleção para o menu de contexto, surgem opções como: adicionar à playlist, colocar na fila, editar tags, organizar os arquivos e tocar artistas parecidos na Last.FM. A integração com serviços online agora possui mais opções, como Jamendo e outras. Cada opção possui um menu personalizado. A playlist passou a exibir as capas dos discos acima das faixas. Caso várias faixas consecutivas sejam do mesmo disco, a capa só é exibida uma vez, o que ajuda muito a identificar CDs na playlist. As playlists dinâmicas mudaram: você agora define um valor (seja ano, pontuação ou nota) e o Amarok toca as faixas que se encaixarem nesse perfil.

Como nem tudo é perfeito, vamos ao problemas: o novo player ainda é um pouco bugado, travando de vez em quando. Os equalizadores foram removidos, apesar da nova equalização padrão ser muito boa. A exibição de artistas parecidos no menu de contexto sumiu também, bem como os botões para alterar os modos de reprodução na parte inferior da tela. Muitas funções foram removidas.

O novo Amarok, apesar dos problemas, parece promissor. Assim como o KDE4, que começou rejeitado e bugado, e foi melhorando com as críticas e vem se tornando um ambiente inovador e agradável visualmente (o 4.2 está muito bom), cabe aos usuários criticar (de forma construtiva) o novo player, para levar as versões 2.1, 2.2 em diante até um novo patamar de qualidade. Estamos vendo uma revolução no melhor player de música que existe.