Posts Tagged 'amarok'

Review: Amarok 2.2

No meu review sobre o novo Kubuntu 9.10, comentei sobre as novidades do Amarok, que são tantas que com certeza merecem um post exclusivo para apresentar a nova versão do player.

O Amarok sempre foi uma das pedras preciosas do KDE e do GNU/Linux. Nenhum outro player consegue igualar o Amarok na hora de organizar e reproduzir áudio. Porém, desde que passou para a nova versão 2.x, o player passou a apresentar uma série de bugs irritantes, especialmente ao indexar a coleção, que é justamente o ponto principal do player. Felizmente, a versão 2.2 representa o fim desses problemas. A coleção é indexada tão bem quanto antes e o player voltou a ser estável como uma rocha.

amarok 2.2

O novo Amarok finalmente ultrapassou as funcionalidades da versão 1.4. A 2.2 acrescentou duas capacidades incríveis ao melhor player do mundo: o Amarok mostra automaticamente videoclipes do Youtube da mesma banda que você está escutando, sendo possível reproduzi-los direto no Amarok e mostra um slideshow da banda com fotos do Flickr.

youtube no amarok

O miniaplicativo da Wikipédia voltou a ser como no Amarok 1.4, permitindo navegar na Wikipédia dentro do próprio player e selecionar se você deseja ver a página do artista, do álbum ou da música.

wikipedia no amarok 2.2

O gerenciador de capas está mais eficiente. Ao invés da Amazon, ele agora busca as capas dos álbuns no Last.FM, o que melhorou muito a taxa de acerto. A integração com o Last.FM está muito boa, com botões para adicionar a faixa diretamente aos favoritos.

As listas dinâmicas continuam por ali, permitindo deixar o Amarok selecionar faixas de acordo com as regras que você definir. É bem fácil definir um artista e mandar o Amarok tocar tudo que for parecido :D. Voltou a ser possível definir um banco de dados MySQL externo para o Amarok, o que costuma ser útil para pessoas com coleções realmente grandes, que fiquem lentas no banco SQLite do Amarok.

A interface é mais personalizável, apresentando o comportamento padrão do programas do KDE 4.  Basta clicar com o botão direito na barra superior e desmarcar a opção “Travar Layout” para poder arrastas  vontade as barras e painéis. É possível inclusive deixar ele com o visual do Amarok antigo, apesar do novo layout ser bem mais prático.

A playlist pode ser organizada em diversos subníveis, basta clicar no último ícone abaixo da playlist. Também é possível fazer isso clicando na parte de cima da lista. É possível ligar ou desligar o agrupamento, exibir controles de reprodução na faixa tocada, alterar a forma de agrupamento, etc.

amarok - editor de layout da playlist

A única coisa que falta é o gerenciador de fila do 1.4, que permitia reorganizar a fila de reprodução. A função de fila atual se resume à incluir/excluir faixas da fila.

Finalizando, o novo Amarok está sensacional: estável, cheio de novas funções e belíssimo. O Amarok 1.4 pode finalmente descansar e dar lugar ao seu sucessor, que é um player realmente superior. Vale conferir.

Review: Ubuntu 9.10 e Kubuntu 9.10 (Karmic Koala)

Eu uso o Ubuntu desde a versão 8.04, sendo que essa ainda é a mesma instalação. Eu atualizei o sistema do 8.04 para o 8.10, do 8.10 para o 9.04 e do 9.04 para o Karmic. Vou postar agora minhas impressões da nova distro.

Atualização

O processo foi tranquilo, apesar de ter demorado. Eu tenho muitos programas, uma pancada de jogos e o update foi 5GB 😀 (culpa de Nexuiz, Sauerbraten e companhia). Após o update, ocorreu algo no mínimo curioso: foi instalada a interface do Ubuntu Netbook Remix! Tudo bem que meu note tem tela de 12′, mas chamar de netbook é sacanagem. Nada que remover o pacote ubuntu-netbook-remix-desktop não resolvesse.

O novo Ubuntu

A primeira impressão veio no boot: a nova tela de splash é muito bonita, e a tela de carregamento do X também é de muito bom gosto, assim como o tema do GDM. A má notícia é que na nova versão parece que não dá para trocar o tema do GDM.

O tema Human foi redesenhado, sendo mais marrom e menos laranja :D. O novo tema de ícones é muito mais bonito que o anterior, ponto para a Canonical.

O que chamou atenção é que o sistema está bem mais rápido. O Nautilus abre mais rápido, os programas abrem mais rápidos, o desempenho realmente é melhor e o sistema responde muito bem. A maior melhoria foi no OpenOffice, agora na versão 3.1. O carregamento do OO.org está muito mais rápido mesmo e a nova versão ainda é bem mais compatível com os arquivos do MS Office 2007 (todos os documentos do Word e Powerpoint 2007 que abri vieram perfeitos ou com, no máximo, algumas coisinha fora do lugar, mas tudo legível).

O mixer foi alterado, usando agora o mixer do Pulseaudio. A vantagem é que o novo mixer é bem simples, sem todos aqueles canais. Uma das minha eternas críticas sempre foi a complexidade dos mixers dos sistemas operacionais, mas esse é bem simples: entrada e saída. Precisa de mais?

Central de Programas do Ubuntu

Uma das maiores novidades. O “Adicionar/ Remover” foi substituído pela nova central de programas. A separação em categorias é bem mais clara. Ao navegar pelos programas, os softwares já  instalados são marcados com um sinalzinho verde (achei que poderia ser algo mais visível). Ao clicar em um programa, ele abre uma tela com informações, um link para o site do desenvolvedor e um screenshot (finalmente!). Ao instalar ou remover um software, ainda é possível navegar e realizar outras operações de adição/remoção de programas, sendo que ele gerencia a fila de tudo.

Ubuntu One

O Karmic inclui o Ubuntu One, o serviço de computação em nuvem da Canonical. Com ele, você tem 2GB de espaço gratuitos (50GB pagos) para utilizar. Ainda é possível sincronizar as notas do Tomboy, favoritos do Firefox e contatos do Evolution. O One cria uma pasta “Ubuntu One” na sua home e tudo que você mover para lá será enviado para o One e tudo que você colocar lá pela interface web também aparecerá no seu PC.

A interface web é simples, mas permite ver, adicionar e editar contatos e notas. Um serviço realmente útil.

O novo Kubuntu

Eu também possuo o KDE em minha máquina, então farei um review do Kubuntu também. A principal mudança é a atualização do KDE da versão 4.2 para a 4.3. A única coisa a dizer é que o novo KDE 4 está sensacional, absolutamente espetacular. O tema é o mais bonito que já vi em qualquer SO. O Kwin está bem mais leve e seus efeitos 3D já estão tão leves quanto os do Compiz (e o Kwin não tem os bugs do Compiz para jogos em tela cheia). O KDE está muito mais rápido e o Kubuntu inclui um novo Network Manager (bem melhor que o anterior).

O Dolphin agora pode reproduzir arquivos de áudio e vídeo diretamente (!) e o K3B já está em QT4. O Amarok passou por várias melhorias e, finalmente, passou o nível do 1.4 (é, está melhor que ele). O player agora reproduz clipes do Youtube e mostra slideshows do Flickr. As alterações foram tanta que não vou nem tentar explicar agora e vou deixar o assunto Amarok 2.2 para o próximo post.

O KDE 4 chegou lá. Já dá para esquecer o saudoso KDE 3.5, pois o 4 já iguala seus recursos, adiciona coisas novas e possui um visual inigualável.

Com isso, termino o review do Karmic. Para quem ainda não está testando, vale a pena. O Ubuntu está cada vez melhor e a Canonical aprimora cada vez mais sua distro. Vale conferir.

Amarok 2 – Playlists

Continuando com o assunto Amarok 2, vou falar sobre o novo sistema de playlists, que está bem melhor. No novo sistema você define critérios para selecionar músicas. Por exemplo, você informa que quer todas as músicas dos Scorpions lançadas entre 1980 e 1990, com nota maior que 8. Ele irá carregar músicas que atendam esses critérios na playlist, removendo as faixas já tocadas e adicionando novas. Ao inserir um novo critério, estão disponíveis dois algoritmos: Proportional Bias (uma certa porcentagem informada da lista atenderá ao critério) e Fuzzy Bias (a lista atenderá aproximadamente ao critério). Voltando ao exemplo: 50% da lista deverá ser dos Scorpions e 100% deverá estar entre 1980 e 1990. Com isso, metade da lista atenderá os dois critérios (Scorpions + década de 80) enquanto a outra metade será da década de 80, mas de qualquer outro artista. O segundo algoritmo seguirá um nível de aproximação informado para o critério.

O novo sistema de playlists é bem mais interessante e permite criar playlists inteligentes com critérios refinados.

Visite: Site Oficial

amarok-2_0_0-dynamic

Amarok 2

Com o novo Ubuntu, veio o KDE4.2 e meu antigo Amarok 1.4 foi substituído pelo novo Amarok 2. É necessário ressaltar que essa é apenas a primeira versão nova do Amarok 2 e ainda há um bom caminho a percorrer. Na nova interface, o menu de contexto foi destacado da barra lateral, permanecendo visível o tempo todo, entre a barra lateral e a playlist. Um ponto negativo é o fato de que o menu não pode mais ser personalizado com temas. Apesar de bonito, poder alterá-lo seria mais divertido. Os pontos positivos? Primeiramente, o script de letras, que era bugado, agora funciona com uma velocidade impressionante. O script da Wikipédia (que não funcionava), também funciona bem. Todos os itens do menu de contexto são tratados como applets, podendo ser movidos livremente entre as 4 abas do painel (essa parte ficou bem legal). A melhor novidade nessa área é que, ao arrastar faixas da coleção para o menu de contexto, surgem opções como: adicionar à playlist, colocar na fila, editar tags, organizar os arquivos e tocar artistas parecidos na Last.FM. A integração com serviços online agora possui mais opções, como Jamendo e outras. Cada opção possui um menu personalizado. A playlist passou a exibir as capas dos discos acima das faixas. Caso várias faixas consecutivas sejam do mesmo disco, a capa só é exibida uma vez, o que ajuda muito a identificar CDs na playlist. As playlists dinâmicas mudaram: você agora define um valor (seja ano, pontuação ou nota) e o Amarok toca as faixas que se encaixarem nesse perfil.

Como nem tudo é perfeito, vamos ao problemas: o novo player ainda é um pouco bugado, travando de vez em quando. Os equalizadores foram removidos, apesar da nova equalização padrão ser muito boa. A exibição de artistas parecidos no menu de contexto sumiu também, bem como os botões para alterar os modos de reprodução na parte inferior da tela. Muitas funções foram removidas.

O novo Amarok, apesar dos problemas, parece promissor. Assim como o KDE4, que começou rejeitado e bugado, e foi melhorando com as críticas e vem se tornando um ambiente inovador e agradável visualmente (o 4.2 está muito bom), cabe aos usuários criticar (de forma construtiva) o novo player, para levar as versões 2.1, 2.2 em diante até um novo patamar de qualidade. Estamos vendo uma revolução no melhor player de música que existe.

Kubuntu Jaunty e o KDE 4.2

Com meu novo Ubuntu Jaunty instalado (pelo upgrade automático), resolvi conferir os aplicativos e as novidades do sistema (análise aqui). Eu tenho o KDE 4 instalado junto com o GNOME. Instalei ele quando usava o Hardy. Era a versão 4.0 que, devo não dava para usar. Clicar em qualquer coisa resultava em 10 bugs e no plasma morrendo. No Intrepid, a versão 4.1 se comportou bem melhor, mas com muitos bugs ainda.

Agora, vamos ao que interessa: Jaunty e o KDE 4.2. A nova versão é bem mais estável, funcionando sem encrencas. O sistema está mais bonito. Aquele visual copiado do Vista foi substituído por um visual muito mais clean. Não tenho dúvidas que as distros com o KDE4.2 são os sistema operacionais mais bonitos do mundo (sim, mais que o Vista e o Mac OS X). O menu K está mais intuitivo e conta com a pesquisa integrada, que facilita muito a navegação entre os menus. O sistema ficou bem mais leve também, com um plasma mais eficiente. Os efeitos visuais estão melhores, incluindo até mesmo o cubo (antes exclusivo do Compiz). Ressalvas? sim. Os efeitos no KDE4 pesam mais que o Compiz. No meu GNOME com Compiz, o Nexuiz roda perfeitamente. No meu KDE, com as mesmas configurações visuais, o jogo apresenta lags. Creio que desabilitar os efeitos resolva o problema. Minha impressão final é positiva e creio que a equipe do KDE esteja próxima de superar o saudoso KDE3.5.